Total de visualizações de página

Seguidores

Quem sou eu

Minha foto

Aroldo Filho é Historiador, Literato, Letrista, Professor, Blogueiro e Jornalista Independente.

1º Lugar em Auto de Natal no Estado do Ceará, atuando na ocasião como o Rei-Mago Baltasar em 2004.

Criador, Idealizador e Presidente do Jornal Delfos-CE (desde 2007).

Criador e Idealizador da Associação Cultural SEMPRE-Segmento dos Estudiosos da Memória e Patrimônio Regional da Serra de Baturité (2008). 

Criador e Idealizador do 1° Arquivo Público do Interior do Nordeste (2009).

2° e 4° lugares,consecutivamente, no 1° e 2° concursos de poesia da comunidade do Orkut "Vamos Escrever um livro?"(2009 e 2010).

Criador da exposição histórica: "PACOTI: UMA HISTÓRIA EM DOCUMENTOS", aprovado pelo Banco do Nordeste (2010). 

Formou-se em Licenciatura Plena em História (2010).

Sócio do Instituto Desenvolver (2011).

Trabalhou para o Governo do Estado do Ceará como pesquisador no Porto do Pecém (2011). 

Ministrou aulas de História, Geografia, Arte e Religião em Pacoti e em Guaramiranga, no Colégio São Luís, na Escola Menezes Pimentel e na Escola Linha da Serra (entre 2008 a 2015).

2° Lugar em concurso de pensamento na comunidade "Grupo de Poesia" no Facebook (2012).

Participa como um dos autores dos e-books "Por onde andei?" e "Quem sou?" realizados pelo Balcão de Poemas, edição de Wasil Sacharuck.

Publica entrevistas, notícias, contos, crônicas, poesias, fábulas, romances, artigos, peça teatral e letra de música em 32 blogs desde 2005.

Recebeu a Comenda Domitila por Mérito Literário, da SECULDT-Secretaria de Cultura, Turismo e Desporto de Pacoti (2016).

Passou na seleção para o livro "Prêmio Literário Nacional Concurso Novos Poetas", da Editora "Vivara", 250 poetas escolhidos dentre 2.370 inscritos no país. (2016).

Concluiu Pós-Graduação em Gestão Escolar (2016)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

EPICUROTITÚMERA

EPICUROTITÚMERA


E se a cada dia eu esquecesse quem sou e o que sei, quem eu seria?



Eu sou o que penso?



E se não penso, não sou?



Sou o que penso que sou ou aquilo que pensam de mim?



Suo ação, pensamento, matéria bruta ou mero fruto cultural?



Essas e outras perguntas se fizeram muitos pensadores, dentre eles aqueles que a si intitularam ou receberam de outrem a alcunha de filósofos, cujo pensamente estivera sempre voltado para a dita VERDADE suprema que nunca surge, pois segundo Kant, ela simplesmente não há.



Entre os temas abordados, um bem complexo ainda hoje é a FELICIDADE, que muitos depois de Nietzsche crêem não existir. Neste barco não sigo, vou acompanhar o pensamento de um sujeito bem mais antigo chamado Epicuro que há mais de 2 mil anos atrás propôs três ingredientes para alcança-la. E me parecem bem racionais:



1.AMIGOS, daqueles verdadeiros e raros. E aconselhava que não se fizesse nenhuma refeição sem a presença de algum, pois comer só era feitio lobos e leões, jamais de homens. Mais importante seria a companhia que a própria comida.



2.AUTO-SUFICIÊNCIA, liberdade de ir e vir, independência financeira. Abandona Atenas por causa desse sentimento. O filósofo Diógenes constrói um muro com os ensinamentos mais tarde em que pessoas poderiam educar-se para a felicidade segundo o epicurismo.



3.AUTO-ANÁLISE, a própria vida deveria passar por reflexões constantes para que se possa escolher com clareza aquilo que vale ou não à pena.



Meus argumentos cromotófilos irão partir de um mimetismo intelectual, homotitúmera dos filamentos de Epicuro. Todavia, partirei da auto-análise, pois sou um analista do empirismo, materialismo, ateísmo, antimisticismo, racionalismo e livre-pensamento, além das minhas questões intimistas. Também sou um sintetizador.



A minha melotonina semântica cogita nesse jogo a criar o mimecrímero lírico capaz de juntar o trio de ingredientes do filósofo com outra pregação sua; justamente aquela que foi interpretada pelo avesso: o prazer para ele era essencial, contudo, nunca o exagero. Não defendia o luxo como fonte do bem-viver, e mesmo não luxava, pelo que consta.



Sem mais delongas, sintetizo daqui: não ao exagero + auto-análise + auto-suficiência + amigos = Aceitação social livre de qualquer ordem superior, sendo a pessoa em questão racional e controladora dos próprios desejos, havendo assim um equilíbrio tanto no quesito razão, quanto emoção, mantendo o seu corpo isento de vícios.



Tudo isso em síntese significa o seguinte: FELICIDADE = EQUILÍBRIO. Prossigo agora uma análise sobre o PONTO DE EQUILÍBRIO.

  • IMPULSO, referente ao ID Freudiano. É o primeiro obstáculo a ser quebrado, ele é responsável por salvar-nos a vida muitas vezes, quando há momento de perigo, contudo, o mesmo longe do perigo só nos estressa e pode levar ao suicídio. Quem é feliz não se mata.
  • DESEJO, diferenciá-lo de vontade. Esta parte mais do âmago que do exterior, é perene, forte, e mantém-se a mesma; enquanto aquele sacia-se a cada minuto um diferente, por isso mesmo pode partir mais de fora que de dentro, permitindo aos outros manipular-nos, pois é nossa maior fraqueza.
  • VONTADE, deve ser alimentada a todo custo no combate aos desejos falsos (vícios). Não que não atendamos nunca aos desejos, pelo contrário, não podemos fugir deles totalmente, pois são vitais, mas evitemos pelo menos os criados pela cultura dominante. A vontade deve superar toda e qualquer cultura, pois esta nos aprisiona sem precisão e aquela nos liberta de tudo e de todos. Solte suas amarras, todas elas.
  • NATUREZA, tudo nela está em constante procura pelo equilíbrio, pelo menos à parte que nos está cabível de amostra. É um ajuste-desajuste imperfeito e fenomenal, possivelmente finito ( por ser real) e muito extenso, onde habita a vida e o inanimado, o compasso e o caos.
  • VIDA, surge desse harmônico jogo impreciso. pegando o piagetiano equilíbrio da mente que tende para o desequilíbrio e vice-versa, sem limite, juntanfo-se à Lei de Lavoisier, e à Teoria da Evolução, pode-se até lembrar de atração da massa como estudou Newton, Gravidade. Isso tudo, química, física e biologia, sempre se esconde no semblante das ciências, das verdadeiras, ( não são ciências: Parapsicologia, Espiritualismo de Kardec nem outro qualquer, Positivismo de Comte, Nazismo de Hitler, Astrologia, entre outras religiões, com ou sem uma divindade ou mediunidade para lhe representar, Metafísica [pelo menos na parte em que se possa atravessar o tempo, como queria Einstein. E na parte dos buracos de minhoca ou buracos-brancos, em que se iria para os multi-versos de Holking], Filosofia da Mente, uma parte da Astronomia [Expansão do Universo e Big-Bang], Força da Mente [segundo os desse culto você pede ao Universo que ele lhe dará, e esse pedido é feito simplesmente imaginando; servindo tanto para puxar o dito BEM quanto o dito MAL para o ser pensante, portanto, deve-se ter sempre um PENSAMENTO POSITIVIVO, uma vez que a sua mente emanaria uma radição que atriria AZAR e SORTE, balela pura. É um simples caso de Neo-Positivismo Agudo], e às vezes a própria ciência, pois uns cientistas provam que outros estavam errados com frequência [como Galileu que provou que Aristóteles estava errado da Torre de Pizza sobre peso e gravidade e Antônio R. Damásio quie rebate o dualismo de Descartes, do Cógito em que mente e corpo estariam separados], como a Teoria das Inteligências Multiplas de Gardner que deveria ser recauchutada [excluindo-se a parte em que gênios existiriam, por exemplo]), no equilíbrio que sempre se mostra cedo ou tarde, como na primeira Lei da Termodinâmica em que energia não pode ser destruída nem criada.
  • PONTO DE EQUILÍBRIO HUMANO, este se dá não só pela moderação dos desejos, auto-análise, auto-suficiência, amigos e prazer, como também pelo suprimento de outras necessidades básicas, como: moradia, saúde, saneamento, emprego, família equilibrada, boa educação, alimentação de qualidade, condições de higiene tanto individual quanto do ar, água, visual, sonora e luminosa, etc.
SÍNTESE:
De tudo isso, o que mais importa é a auto-análise, e para tanto há que se ter saúde e acesso à leitura, muita de preferência. Acesso ao conhecimento é importante, pois sem ele não há como realizar uma análise realmente crítica da situação. Sem ver pensamentos diferentes não há como formar idéias próprias, logo; não se tem identidade.

A cultura em si não dá identidade ao homem, esta só é conquistada pela razão; aquela só deforma boa parte do que seria certo, transformando em errado perante a mente dos dominados (pecado e prisão) e fazendo-os matarem-se para que haja um domínio geral de alguém.
POR QUE É MAIS IMPORTANTE A AUTO-ANÁLISE?
  1. Por que através dela você descobre o que realmente vale à pena.
  2. Por que com ela você busca força de VONTADE.
  3. Por que pensando você consegue saber quais os IMPULSOS aceitáveis e reprováveis.
  4. E, acima de tudo, sem refletir você nunca saberá se é feliz nem que a FELICIDADE existe.
AROLDO FILHO
Pacoti-CE, 10/12/2008
5:00 AM